A Base Aérea da Ota foi palco da primeira prova oficial de F3A do Calendário Nacional. Os dias 29 e 30 de Abril foram dias de Taça de Portugal de F3A, evento organizado pelo Clube de Radiomodelismo de Oeiras (CRO). A manhã de sábado foi aproveitada para treinos e os voos oficiais tiveram início um pouco mais tarde por volta das 13h 30mn. Sob o comando da simpática Luísa Ferreira ajudada por António Paulitos cumpriu-se o programa previamente estabelecido sem incidentes dignos de registo. As condições climáticas eram excelentes com vento fraco e muito sol e os concorrentes utilizaram dois planos distintos de voo conforme voavam de manhã ou à tarde.
O trio de juízes composto por Emanuel Fernandes, Mário Gomes e Ricardo Ferreira (em substituição de Daniel Costa ausente por motivos imprevistos) tiveram uma actuação de bom nível e as suas decisões não foram alvo qualquer contestação por parte dos concorrentes.
Classe Iniciados
 Classe Iniciados 3º-João Ricardo (esq) 1º-Sérgio Gonçalves (centro) 2º-Daniel Costa (dir)
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Havia grande expectativa quanto à maneira como os pilotos iriam interpretar o novo programa de acrobacia. Apesar de grande parte dos concorrentes pertencer a uma faixa etária muito jovem mostraram que traziam a lição bem estudada e presentearam-nos com exibições de excelente nível. Achamos este novo programa mais equilibrado do que o anterior embora com o mesmo coeficiente de dificuldade. Destaque para o mais jovem Aerocalminhas António Luís que mesmo sem conseguir executar a totalidade do programa quis dar o seu contributo participando na prova. Com poucas horas de voo RC mostrou que já tem dentro de si o bichinho da competição. A vitória sorriu ao jovem Sérgio Gonçalves do Clube de Jovens Aerocalminhas (CJA) de Tomar. João Ricardo apesar de ter ganho o segundo voo não foi capaz de ir além do terceiro lugar não conseguindo ultrapassar Daniel Costa que fez da regularidade a sua grande arma.
Classe Nacional
 Classe Nacional 3º-André Costa (esq) 1º-João Silva (centro) 2º-João Paulo (dir)
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Também nesta classe se estreava um novo programa de acrobacia ligeiramente mais fácil do que o anterior para que a transição entre os Iniciados e a FAI (classe Internacional) fosse mais gradual. Quando todos pensávamos que o bicampeão João Santos Silva não tivesse oposição, eis que surge uma surpresa! O recém-chegado à classe Nacional, João Paulo do CJA venceu a primeira manga. Parecia que estava quebrada a invencibilidade do João Silva mas este ganhou com à-vontade os restantes três voos. De qualquer modo ficou o aviso e julgamos que os pilotos João Paulo (CJA), André Costa (PCR) e Rui Pedro (CJA) podem trazer nova vida à classe Nacional e torná-la a mais emocionante das classes F3A. Temos de lamentar dois factos: 1- a dificuldade que Luís Eiras sentiu com o motor do seu modelo, que parava sistematicamente não permitindo que o piloto completasse o voo e 2 - a queda do novo modelo do Rui Pedro que na descolagem teve uma paragem de motor com a consequente queda do seu Tojeira que sofreu alguns danos na fuselagem e asa direita.
Classe F3A (FAI)
 Os vencedores FAI 2º-Rui Ferreira (esq) 1º-Bruno Heleno (centro) 3º-António Costa (dir)
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Seria desta feita que Hélder Cabeça iria desforrar-se da derrota sofrida no último Campeonato Nacional e que lhe custou a qualificação para o Europeu de 2006? A resposta não tardou a aparecer e bastaram dois voos para que António Costa mostrasse que não é por acaso que continua a ser o nº 3 nacional. Com efeito os pilotos da selecção portuguesa de Acrobacia F3A classificaram-se nos três primeiros lugares destacados dos restantes. O nível de voo subiu e isso viu-se reflectido nas elevadas pontuações atribuídas a cada concorrente. Bruno Heleno continua a ser o mais regular e venceu todos os voos, seguido de perto por Rui Ferreira.
Comentário final
Dezassete concorrentes numa prova de F3A é bom, mas achamos que temos potencial para que este número seja aumentado em mais uma dezena. Continuamos a estranhar a ausência de pilotos de outras regiões do País, nomeadamente do Norte e Sul. O Clube de Jovens Aerocalminhas desde a sua criação tem-se revelado um dos mais dinâmicos clubes de aeromodelismo e uma vez mais isso ficou bem patente nesta prova ao ser o único a apresentar concorrentes nas três classes em competição. A prontidão com que a directora Luísa Ferreira entregava as pontuações foi deveras espectacular! Na grande maioria dos casos os concorrentes obtinham os resultados dos voos em menos de cinco minutos. Fomos surpreendidos com o anúncio de que esta seria a última vez que o CRO organizava esta prova. Despede-se com chave de ouro e esperamos que outros clubes sigam o seu exemplo.
CLASSIFICAÇÃO