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Reportagem

Taça de Portugal F3A - 2008

Fernando Heleno

A realização da consagrada prova de F3A da Federação Portuguesa de Aeromodelismo denominada “Taça de Portugal F3A” esteve este ano a cargo do Clube de Aeromodelismo de Alverca do Ribatejo (CAAR). Esta prova estava inscrita no Calendário Nacional de Provas e foi marcada para os dias 28 e 29 de Junho na Pista da Base Aérea de Alverca. Apesar de ser a primeira vez que o CAAR organizava um evento desta natureza não se verificaram falhas dignas de registo. A acessibilidade e pragmatismo do Director da Prova - Rui Fonseca - contribuiram em grande parte para o êxito deste importante acontecimento aeromodelistico.

Foram cumpridos os Regulamentos do Código Desportivo Nacional e foi com satisfação que comprovamos que após o registo dos pilotos, os modelos eram submetidos a uma inspecção na qual constavam a pesagem e verificação do nível de ruídos antes do voo. A área de voo estava correctamente delimitada pelas respectivas bandeiras e marcação na pista. Julgamos que o presidente da FPAm a quem era atribuída a função de Júri no Regulamento Particular da Prova, foi substituido/representado (?) por Pereira da Costa. Não conseguimos comprovar este facto junto da organização. De qualquer modo felicitamos o CAAR pelo bom trabalho realizado.

Para a organização: 7 valores.

Juízes

Damos as boas-vindas ao juíz Manuel Cunha que fazia a sua estreia nesta prova. Mostrou ter perfil para num futuro próximo estar ao nível dos seus colegas mais “velhos” Emanuel Fernandes, João Roque e Daniel Costa. Estes Juízes Internacionais formavam com Manuel Cunha e Pedro de Jesus a equipa que foi responsável pela avaliação do desempenho dos pilotos. Louvamos uma vez mais a atitude da organização de revelar com transparencia os números dos juizes. Achamos útil fazermos uma breve reflexão sobre o trabalho dos juízes numa prova de F3A. Num passado recente os pilotos não sabiam quem era o juiz 1, 2 ou 5. Nem tampouco sabiam quais as pontuações atribuidas por cada juiz. Actualmente é-lhes facultada a informação das pontuações que cada um dos juizes (devidamente identificados) atribui às manobras de cada voo. O programa informático ainda efectua o cálculo do desvio das pontuações de cada juiz em relação à média.

Exemplificando: o piloto X obteve na manga Y as seguintes pontuações; juiz 1=490 pontos, juiz 2=470, juiz 3=430, juiz 4=478 e juiz 5=463 pontos. O programa calcula que o desvio de cada juiz em relação à média das pontuações foi a seguinte: juiz 1= +5,1, juiz 2= +0,8, juiz 3= -7,3, juiz 4= +2,5 e juiz 5= -0,7. Este pormenor permite entre outras coisas verificar se a diferença de critérios na avaliação das manobras é muito grande e em casos raros (felizmente) saber se há alguma preferência de um determinado juiz para um determinado piloto. Exemplificando: o juiz nº3 sistematicamente está com um desvio negativo (cerca de 3 ou 4 pontos) para todos (ou quase todos) pilotos. Isto não faz dele um mau juiz. Dá notas baixas mas é coerente na sua avaliação. Se este mesmo juiz para um determinado piloto tiver sistematicamente um desvio significativamente positivo então poder-se-á pensar que estamos perante um critério desigual e consequente favorecimento do piloto Z. Esperamos assim ter contribuido para aliviar pensamentos negativos que por vezes certas expressões faciais (.. e não só) de alguns pilotos nos deixam adivinhar.

Para o bom trabalho dos Juizes: 8 valores

F3A-I

Pouco há a dizer em relação à classe de Iniciação à acrobacia tambem conhecida por F3A-I(niciados). Foi com enorme satisfação que saudamos o regresso daquele que em nossa opinião foi o piloto mais simpático dos últimos 5 anos. Se o leitor pensa que exageramos fazemos-lhe o desafio de assistir a uma prova do pequeno Dinis Silva e verificar por si o sorriso omnipresente e a boa-disposição permanente deste piloto do Clube de Jovens Aercalminhas. Foi pena não termos visto nesta prova um outro piloto do CJA que em simpatia é quase irmão-gémeo do Dinis. Referimo-nos ao António Luis que por razões que desconhecemos não participou nesta prova. O nível dos voos do Dinis Silva reflectiu a sua falta de ritmo competitivo.

Para a classe F3A-I: 6 valores

F3A-N

Julgávamos que também iriamos ter apenas um piloto nesta classe mas em boa hora surgiu um reforço vindo da classe de Iniciados . Alfredo Morgado na sua primeira participação na classe nacional, mediu forças com o veterano João Santos Silva. A experiencia deste último veio ao de cima e foi com naturalidade que ganhou três mangas sem executar voos deslumbrantes. Continuamos a verificar com tristeza a fraca evolução daquela que julgavamos ser a classe em que os pilotos mais deveriam de apostar.Não podemos ter bons pilotos na classe Internacional se não tivermos bons pilotos na classe Nacional. A história recente do F3A português comprova de forma categórica este facto. Os melhores pilotos portugueses de F3A (Bruno Heleno, Rui Ferreira, António Costa e Hélder Cabeça) foram excelentes pilotos na classe Nacional. Um exemplo disso foi o 3º lugar de Hélder Cabeça no Open Internacionl de Zamora em 2002.

Para a classe F3A-N: 6 valores

F3A (FAI)

Esta é a classe do nosso contentamento! Com um número satisfatório de concorrentes, apreciámos uma evolução positiva na qualidade dos voos. Rui Ferreira parece ter recuperado a boa-forma de outrora e averbou com todo o mérito um retumbante segundo lugar. Este piloto conseguiu fazer tremer o campeonissimo Bruno Heleno quando na primeira manga ficou a escassos 15 pontos. António Costa acusou o facto de não ter inserido no seu programa de treinos uma ida à Base Aérea de Alverca porque sentiu algumas dificuldades de adaptação ao terreno com o seu Aries. Depois de afinar os batimentos do seu avião, conseguiu ganhar duas mangas ao Rui Ferreira mas já era tarde para recuperar o segundo lugar. Couto Rosado, Rui Pedro Mendes e João Paulo Santos iam protagonizando duelos interessantes mais abaixo na tabela classificativa. O saldo foi positivo para os pilotos Couto Rosado e João Paulo Santos que nesta prova se aproximaram muito de Rui Pedro Mendes.

Para o excelente desempenho dos pilotos: 8 valores

Foi sem dúvida excitante ver como os pilotos encarnaram o verdadeiro espírito da Taça de Portugal que permitiu criar em nós uma empolgante expectativa para a 2ª prova do Campeonato Nacional de F3A nos dias 19 e 20 de Julho em Pombal.

Uma última palavra de agradecimento ao Sr. Comandante da Base Aérea de Alverca que agraciou-nos com a sua presença na cerimónia de entrega de prémios desta edição da Taça de Portugal de F3A.

Vencedores da classe F3A (FAI): 1º - Bruno Heleno 2º - Rui Ferreira 3º - António Costa - 101 kb
Vencedores da classe F3A (FAI): 1º - Bruno Heleno 2º - Rui Ferreira 3º - António Costa

Tenda da Organização

A dinamica equipa que secretariou a prova

Os Aerocalminhas noutras agradáveis actividades

Há que ganhar forças porque vem aí trabalho difícil....

Trio de peso: Lazulite, Beryll e Aries

Tenda do CJA

Os participantes confraternizando no jantar-convívio

Boxes dos "três grandes"

Boxes dos "menos grandes"

Há vencedores? Então há prémios.

Rui Fonseca de megafone na mão anunciando os vencedores

Esperando ansiosamente pelos resultados finais

Couto Rosado exibindo a sua medalha de participação

Dinis Silva vencedor isolado da classe F3A-I

Adversários sim, inimigos não. F3aA-N: 1º -João Silva 2º-Alfredo Morgado