Na bela região da Lombardia Italiana, numa localidade da província de Brescia chamada Calcinatello di Calcinato, realizou-se entre os dias 23 e 31 de Agosto o 14 º Campeonato Europeu de F3A. Obedecendo às normas da Féderation Aeronautique International (FAI) para campeonatos continentais, a prova foi disputada em 3 fases: Fase Preliminar em que todos os pilotos efectuam 1 voo por dia, durante 4 dias, de um programa préviamente conhecido (neste caso o programa P09) e são avaliados por 2 paineis de 5 juizes internacionais; Semifinais : esta fase é disputada por cerca de 1/3 dos pilotos que obtiveram as melhores classificações da Fase Preliminar. Executam dois voos de um programa específico e préviamente conhecido (F09); são apurados para a Fase Final os 10 melhores pilotos das Semifinais. Nesta derradeira fase os 10 pilotos executam dois voos do programa F e dois voos de um programa desconhecido que é elaborado na véspera.
Com uma organização soberba, fantásticas instalações e excelentes condições atmosféricas para a prática da modalidade estavam criadas as condições para assistirmos a um grande espectáculo aeromodelístico. E os principais actores - os pilotos - não se fizeram rogados e apareceram em número record: 69 competidores oriundos de 26 países europeus.
Portugal fez-se representar pelos pilotos Rui Ferreira, Bruno Heleno e António Costa e pelo juiz internacional Emanuel Fernandes. A equipa portuguesa era chefiada pela Team Manager Luisa Ferreira e contou ainda com os ajudantes Mário Gomes, Carmo Costa, Fernando Heleno e Manuela Fernandes
António Costa foi o primeiro piloto português a entrar em competição. Utilizou o avião Aries, um modelo eléctrico japonês. Efectuando voos ao seu melhor nível teve uma boa prestação neste campeonato conseguindo melhorar em sete lugares o seu ranking anterior. Recordamos que António Costa foi 49º no último campeonato europeu disputado em 2006 na Suiça e neste campeonato obteve a 42ª posição.
Rui Ferreira voou no início da tarde. Não foi muito feliz nas suas prestações que estiveram aquém do revelado nos treinos. Talvez estivesse num momento de forma menos bom. O seu fraco desempenho foi agravado por um erro grave cometido no quarto voo em que o piloto se enganou na execução de uma figura e foi severamente penalizado. Mesmo assim, apenas baixou uma posição no ranking europeu, ocupando agora o 55º lugar (54º em 2006).Utilizou o Beryll, avião de fabrico chinês e desenho do famoso piloto do Liechteinstein Wolfgang Matt.
Bruno Heleno voou o seu Osmose (eléctrico) no final da tarde do dia 24 e teve um início de prova verdadeiramente desastroso devido a um erro clamoroso do seu ajudante Fernando Heleno, que se enganou na sequência das manobras acrobáticas obrigando o piloto a abortar o voo. Tinha executado metade do programa com excelentes pontuações (média de 7,93 pontos por manobra!). Estes erros pagam-se muito caro em alta competição e apesar de recuperar nos voos posteriores, não conseguiu mais do que a 25ª posição ficando a 2 lugares das semifinais. Baixou 4 lugares no ranking europeu (21º em 2006). Esperamos que Bruno Heleno não se deixe abater por este resultado menos bom e que consiga ânimo para voltar aos treinos com mais entusiasmo e definitivamente impor-se a nível internacional.
A prova foi ganha pelo francês Christophe Paysant Le-Roux com o piloto da casa, o italiano Sebastiano Silvestri em segundo lugar e o piloto alemão Bernd Beschorner em terceiro.
Por equipas ganhou a França, com a Alemanha em 2º e Áustria em 3º. Portugal conservou a 13ª posição que já trazia do anterior campeonato. Um banquete de gala encerrou este 14º Campeonato Europeu de F3A