Disputou-se no passado dia 2 de Novembro, a prova II TORNEIO ACMODELISMO, este ano prova única na classe F4C - Maquetas de Rádio Controle, organizada pelo Clube de Aeromodelismo de Setúbal, na pista do Poceirão.
Para os que temiam a data de realização do evento, brindou-nos o S. Pedro, sempre presente nas provas desta classe, com um domingo de Sol radioso e temperatura fora do vulgar para estas datas, talvez a anunciar o verão de S. Martinho que se avizinha.
Mas voltando ao aeromodelismo, que é isso que vamos reportar, estiveram presentes os oito inscritos, embora um deles não tenha conseguido concluir o modelo a tempo da prova... Esses oito inscritos representaram sete clubes, tornando esta prova talvez aquela, em que, ao longo do ano desportivo, maior número de clubes esteve representado.
Dos inscritos, a salientar as estreias em provas de F4C de David Ventura, do CAS, Vítor Miranda, da SAM e Carlos Durães, da APSIA, concorrentes que se apresentaram com “máquinas” completamente distintas. O ETRICH TAUBE de David Ventura é uma réplica, ainda em fase de acabamentos e detalhes, de um avião dos primórdios da aviação, o F9F - 4 PANTHER de Carlos Durães, uma réplica de um jacto e o D H 1 CHIPMUNK de Vítor Miranda, réplica de um avião utilizado na Força Aérea Portuguesa, em que somente os pneus não foram construídos pelo próprio...sim até o motor de 25cc é de produção caseira...e já lá vão 20 anos de realização...
 
 
Modelos repetentes em provas de F4C só dois, o CESSNA SKYLANE de João Pereira (UDS) e o SOPWITH PUP de Domingos Flores (CAS), enquanto João Vitorino (CAL) e Jorge Paulino (H13), participantes em provas anteriores apresentaram e estrearam modelos novos em prova, respectivamente um NAKAJIMA HAYATE, réplica de um caça japonês e um YAK 54, réplica de um acrobático real dos nossos dias. O modelo de Paulo Guilherme viu a sua estreia adiada, mas um HAWKER TYPHOON, réplica de um caça inglês da Segunda Guerra, aguarda outra oportunidade para brilhar...
 
 
Motorizações para todos os gostos, combustão a 4 tempos, gasolina, eléctricos...dos motores a dois tempos nem sinal...cá como lá, também acompanhamos os níveis de motorizações que se utilizam nos campeonatos internacionais.
O nível de alguns dos modelos apresentados podem permitir aos seus pilotos participações além fronteiras, se calhar com algumas surpresas a nível de resultados.
Sómente na escala dos modelos é que estamos, em alguns casos, abaixo do que lá fora se vê, mas também tivemos modelos escala 1/4 e 1/2.7... talvez seja só falta de espaço para arrumação e transporte dos modelos preferidos de cada um...
 
 
Quanto à prova propriamente dita, e pela primeira vez numa prova de F4C, foram utilizados dois painéis de juízes, um para a prova de voo e outro para a apreciação estática, o que fez com que esta se desenrolasse em bom ritmo, permitindo até libertar a pista para outros poderem voar, enquanto os resultados iam sendo verificados.
Não sendo costume em outras provas, no F4C podemos permitir que outros aeromodelistas usem a pista, permitindo assim a não existência de espaços mortos entre as diferentes fases da prova, o que é bom para todos, público incluído.
Por falar em público, este acorreu em grande número, alguns poderiam ter participado, mas nada também como ver para crer, e poder num futuro próximo, passar para o lado dos participantes.
Algumas lacunas e outras omissões por parte de alguns concorrentes fizeram com que a apreciação estática, mostrasse logo as diferenças de preparação para a prova, pois alguns dos concorrentes tinham documentação suficiente e outros, por desconhecimento, mas também por falta de tempo útil, não conseguiram reunir a documentação necessária para serem avaliados. No entanto, todos foram unânimes em concordar que a situação tende a melhorar, pois alguns dos dossiers apresentados estão em bom nível e é só procurar um pouco mais para obter mais elementos.
Quanto a voos, os que se estreavam optaram por fazer só as manobras obrigatórias, enquanto outros obtiveram boas pontuações, devido à manobrabilidade dos seus modelos. Um houve que não cumpriu voo oficial, mas o piso da pista não o permitia, mais a mais a sua motorização ducted-fan, poderia ser posta em risco. Alguns toques mais fortes, principalmente nas aterragens (que cá como lá também são difíceis...) não esfriaram o entusiasmo de todos.
Ficou a promessa de para 2009, com mais treino e mais alguns esclarecimentos sobre documentações a apresentar, o nível subir ainda mais, pois projectos já realizados e voados em Encontros deste país, e que não participaram aqui, podem aparecer; outros como o T6 de HELDER CHAVES (CRAM), que trouxe o seu modelo, pronto para o primeiro voo, ainda sem pintura final, deixou muita, para não dizer toda a gente, de boca aberta tal a qualidade e quantidade de detalhe, bem como de documentação deste seu projecto.
Quanto ao vencedor, foi o modelo cuja foto de uma prova anterior, é a utilizada nas Licenças Desportivas Nacionais da Fpam... Que nem se pense em qualquer outra coisa senão mera e simples coincidência, também reconhecida pelo próprio.
 
 
Nos quadros abaixo, lista completa de concorrentes e materiais utilizados e resultados finais obtidos, que após homologação pela Fpam, consagrarão JOÃO PEREIRA (UDS) como campeão nacional de F4C.
Para o ano há mais...voltem sempre, com bons voos e em segurança!