A classe F3A envolve manobras aéreas complexas executadas por um modelo rádio controlado, em que se requer uma grande precisão e experiência no controlo do modelo em todas as atitudes e sob todas as condições. O modelo é completamente influenciado pelo vento e todas as manobras dos esquemas acrobáticos são julgadas em relação a um ponto fixo no solo. O concorrente deve então estar constantemente a compensar o efeito do vento.
O modelo
Um modelo da classe F3A tem uma fuselagem com um comprimento máximo de dois metros, tem uma envergadura de menos de dois metros e um peso que não pode exceder os cinco quilogramas.
O sistema propulsor é usualmente um motor de combustão interna, sem limitação de potência, mas devidamente silencioso ou silenciado, não podendo nunca exceder os 94 decibel de ruído.
Na foto, um motor YS 1.40 DZ a 4 tempos.
O rádio
O equipamento de rádio a bordo consiste num receptor que recebe os sinais do emissor que o piloto comanda e que manda os servo motores eléctricos actuarem as superfícies de controlo que permitem as actuações acrobáticas.
Na foto, um rádio emissor junto com o seu receptor.
A competição
A classe F3A é uma competição individual e colectiva. Os membros da FAI - Federação Aeronáutica Internacional podem concorrer com uma equipa constituída por três concorrentes como equipa nacional para os campeonatos do Mundo e da Europa. Os resultados nacionais são a soma dos resultados individuais dos membros da equipa.
O espaço de voo
Os voos são executados directamente em frente de juizes numa zona de acrobacia ou box (também chamada caixa de voo), a qual se estende para a esquerda e para a direita 60 graus a partir de uma linha central, na qual está o piloto, e também com uma altitude de até 60 graus.
 Os voos são executados numa "zona de acrobacia" Neste exemplo é descrita a manobra de descolagem
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De cada vez que o modelo passa a linha central executa uma figura acrobática de um programa conhecido e publicado envolvendo componentes que são encadeados uns nos outros. De cada lado da box ou zona de manobra, o modelo tem de executar manobras de mudança de sentido para que não saia dessa zona.
As manobras
Normalmente o esquema acrobático envolve 23 manobras, que incluem a descolagem e a aterragem. As manobras ou parte de manobras acrobáticas que forem efectuadas fora da zona de acrobacia são penalizadas por perda de pontos, proporcional ao grau de infracção. Geralmente o modelo é voado a uma distância de 150 metros do piloto num plano perpendicular à linha central.
Critérios para pontuação
Cada piloto executa quatro voos preliminares dos quais as três melhores pontuações são adicionadas e determinam a sua classificação. São voadas ainda as semi-finais e a final nos campeonatos do Mundo e nos continentais entre os quais os da Europa, que envolvem maiores dificuldades e esquemas de acrobacia desconhecidos.
As exibições de cada concorrente são pontuadas por um painel de juizes que conferem marcas, independentemente dos demais, contidas entre zero e dez pontos por cada manobra ou figura.
Por seu lado cada manobra ou figura tem um coeficiente de dificuldade, que depende da complexidade da manobra. O julgamento é baseado em quatro critérios principais: geometria ou precisão, graciosidade e suavidade, posição onde é feita e dimensão da manobra.
São descontados pontos por vários tipos de defeitos observados pelos juizes, a severidade desses defeitos e o número de vezes que são observados. No final de cada voo os juizes podem penalizar um modelo que seja demasiado ruidoso, para desencorajar a produção de ruído.
Fonte: Federação Portuguesa de Aeromodelismo