A edição de 2004 do Campeonato Nacional de F3A teve como palco o Campo de Tiro de Alcochete. A prova foi realizada na tarde de sábado, dia 11 e na manhã de domingo, dia 12. O bom tempo quis juntar-se à festa e S. Pedro brindou-nos com dois dias de muito sol e pouco vento.
Como já vem sendo hábito os militares do CTA foram simpáticos e facilitaram o acesso de participantes, acompanhantes e espectadores. Não podemos deixar de lamentar a pouca adesão quer de aeromodelistas quer de apoiantes da modalidade, uma vez que esta prova se realizou depois de uma importante divulgação do F3A que foi o Campeonato Europeu.
A Organização
 Os três magníficos do CCRAM, responsáveis pela excelente organização
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A organização do evento esteve a cargo da Secção de Aeromodelismo do Centro Cultural e Recreativo do Alto do Moinho (CCRAM). Com o dinâmico Rui Ramos no comando das operações cumpre-nos dizer que a organização foi simplesmente fantástica. Foi o exemplo vivo de como se deve fazer uma prova com um excelente nível sem que para isso fosse preciso recorrer a grandes investimentos quer monetários quer de recursos humanos. Foram cumpridos os regulamentos, a prova teve ritmo, houve pausas para os juízes e quando foi necessário resolver qualquer problema lá estava o director a fazê-lo prontamente.
 Juízes bem afinados : Daniel Costa, Emanuel Fernandes e Mário Gomes
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De registar uma inovação na apresentação dos resultados parciais; no final de cada voo era fornecido ao concorrente uma média das pontuações dos juízes para cada manobra. O piloto ficava com uma visão global de como os juízes tinham apreciado cada uma das figuras. Os resultados saíam com rapidez, houve a preocupação de valorizar a prova convidando os juízes internacionais Emanuel Fernandes, Daniel Costa e Mário Gomes, os concorrentes e público tinham à sua disposição um serviço permanente de snack-bar com bebidas e refeições ligeiras. Parabéns ao CCRAM.

Serviço permanente de snack-bar ...
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... com a simpática sra. Felismina
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 Sábado, dia de treinos: toda a gente a afinar as máquinas e os dedos
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Os Concorrentes
 Classe Iniciados
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Distribuídos pelas classes de F3A (FAI), F3A-N (Nacional) e F3A-I (Iniciados), estiveram em competição dezoito concorrentes. Foi notória uma evolução significativa no nível de voo das várias classes com realce para os Iniciados onde apesar de alguns serem muito jovens mostraram que vinham com a lição bem estudada. Verificou-se um cuidado dos pilotos em apetrecharem-se com aviões mais competitivos alguns mesmo topo de gama.
 Classe Nacional
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Os competidores não ficaram satisfeitos com a inovadora maneira de apresentar os resultados de cada voo. Com uma média das pontuações dos juízes ficavam sem saber se ela era influenciada apenas pela nota de um juiz, de dois ou se de todos. E se quisessem fazer alguma reclamação não era possível porque não lhes eram fornecidas as notas de cada juiz.
 Classe Internacional
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Nota positiva teve a apresentação da classificação geral depois de concluídos os voos de cada classe. Era retirada a pior manga e era fornecida a classificação individual dos concorrentes nas mangas já efectuadas.
 Tabela de modelos presentes
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Os Iniciados (F3A-I)
Foi sem dúvida a classe mais competitiva. Com um elevado número de participantes, quase uma dúzia, todos a venderem cara a derrota, fazendo o seu melhor, foi deveras emocionante e pleno de interesse seguir o desenrolar da competição nesta classe.
E cedo se descobriu ao razão de tão aguerrido combate. Estava em jogo um kit de um modelo de acrobacia para a classe nacional, oferecido pelo conhecido fabricante espanhol Anguera Hobbies. De excelente qualidade e com um valor a rondar os 400€ era o troféu mais cobiçado.
 Lucas Domingos, campeão nacional Iniciados
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Apesar de alguns pilotos serem muito jovens (Rui Pedro e Sérgio Gonçalves) e outros serem estreantes (John Moraes e João Santos) todos se esforçaram por ganhar e até ao último voo, nada estava decidido. Lucas Domingos ganhou o primeiro voo e Rui Pedro o segundo com Ricardo Andrade e João Morgado a escassos pontos de diferença. Ricardo Andrade viu a vitória escapar-lhe por uma unha negra uma vez que no quarto voo ficou ex-aequo com Lucas Domingos que acabou por sagrar-se campeão nacional de iniciados e já tem avião para o próximo ano quando se estrear na classe nacional.

Ricardo Andrade, 2º classificado
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João Morgado, 3º classificado
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| | Piloto | Clube | Voo1 | Voo2 | Voo3 | Voo4 | Total |
| 1º | Lucas Domingos | CJA | 1000 | 915 | 1000 | 1000 | 3000 |
| 2º | Ricardo Andrade | GDCN | 870 | 957 | 969 | 1000 | 2926 |
| 3º | João Morgado | CJA | 913 | 995 | 933 | 907 | 2841 |
| 4º | Rui Pedro Mendes | CJA | 903 | 1000 | 887 | 929 | 2832 |
| 5º | Jorge Nunes | PCR | 910 | 981 | 843 | 833 | 2735 |
| 6º | João Paulo Santos | CJA | 645 | 760 | 941 | 989 | 2689 |
| 7º | André Costa | PCR | 696 | 859 | 866 | 901 | 2626 |
| 8º | Aníbal Pereira | CJA | 795 | 981 | 763 | 715 | 2540 |
| 9º | John Moraes | ARM | 609 | 757 | 778 | 734 | 2270 |
| 10º | Sérgio Gonçalves | CJA | 535 | 549 | 459 | 565 | 1649 |
| 11º | Daniel Costa | SAM-Por74 | 407 | 421 | 147 | 288 | 1116 |
Os Nacionais (F3A-N)
 João Silva, campeão nacional F3AN
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Nesta classe não houve novidades. João Silva nem precisou de se equipar com um modelo novo para ganhar com grande vantagem os seus rivais Luis Eiras e Ricardo Ferreira. Continua a ser a classe com menos participantes. João Silva levou então o título de campeão nacional de F3A-N.

Luis Eiras, 2º classificado
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Ricardo Ferreira, 3º classificado
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| | Piloto | Clube | Voo1 | Voo2 | Voo3 | Voo4 | Total |
| 1º | João Silva | ARM | 1000 | 1000 | 1000 | 1000 | 3000 |
| 2º | Luís Eiras | ALMO | 513 | 597 | 606 | 659 | 1862 |
| 3º | Ricardo Ferreira | CJA | 624 | 440 | 537 | 555 | 1717 |
Os Internacionais (F3A)
 António Costa, surpresa do campeonato com o seu avião eléctrico Impact
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Na classe rainha do F3A surgiu uma surpresa. Pela primeira vez em Portugal um concorrente utiliza um avião com motor eléctrico. Portugal dá assim o primeiro passo no sentido de acompanhar a tendência mundial no recurso à motorização eléctrica dos modelos. O nome de António Costa ficará para sempre ligado à inovação tecnológica em relação ao F3A nacional. A sua prestação não foi brilhante porque o modelo era novo e António Costa não teve tempo para treinar e adaptar-se ao avião. Esta sua vontade de participar valeu-lhe os mais rasgados elogios dos seus adversários.
 Bruno Heleno, 1º classificado F3A
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Bruno Heleno que apesar de não ter tido muita sorte no último europeu da modalidade, mostrou ser um piloto difícil de ser batido a nível nacional. Rui Ferreira mostrou toda a sua experiência ao não deixar que Hélder Cabeça lhe ficasse à frente, apesar de este lhe ter ganho o 3º voo. A vitória sorriu uma vez mais ao Bruno Heleno que viu assim revalidado o título de campeão nacional de F3A.

Rui Ferreira, 2º classificado
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Helder Cabeça, 3º classificado
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| | Piloto | Clube | Voo1 | Voo2 | Voo3 | Voo4 | Total |
| 1º | Bruno Heleno | ARM | 1000 | 1000 | 1000 | 1000 | 3000 |
| 2º | Rui Ferreira | CRO | 929 | 930 | 867 | 892 | 2751 |
| 3º | Hélder Cabeça | CRO | 878 | 447 | 899 | 781 | 2558 |
| 4º | António Costa | CAS | 556 | 679 | 545 | 573 | 1808 |