No passado domingo dia 26 de Setembro, realizou-se no Aeródromo de Valdonas, em Tomar a última prova do campeonato nacional de F3D nas classes de Iniciados e Nacional. À chamada compareceram três pilotos para os iniciados e dois para a nacional. A organização foi do Clube de Jovens Aerocalminhas.
Com dia ensolarado mas com condições de vento complicadas, em que as rajadas fortes e bastante turbulência se fez sentir, os pilotos envolvidos tiveram de dar o melhor de si, com a máxima concentração, para que problemas de maior, não pudessem vir a acontecer.
 Os pilotos premiados das classes F3DI e F3DN
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Classe Iniciados
A competição nos iniciados não trouxe novidades, vencendo a prova o piloto da Nabância, Ricardo Andrade, que na época que terminou, fez o pleno dos primeiros lugares entre todas as provas realizadas.
Classificações do F3DI
| Classificação | Piloto | Clube | Modelo | Motor |
| 1º | Ricardo Andrade | Nabância | Intimidator | Rossi 40 |
| 2º | Guilherme José | Águeda | Tiger Sport 40 | MVVS 40 |
| 3º | José Andrade | Nabância | Sonic 500 | Rossi 40 |
 Os três primeiros classificados do F3DI
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Classe Nacional
Na classe nacional Marcelino Tomás fez igualmente o pleno dos primeiros lugares, em todas as provas realizadas. O ritmo de prova e a sua proficiência em termos de pilotagem, não tem réplica de momento a nível nacional. Pedro Quaresma com alguns percalços à mistura, mostrou toda a boa vontade que se lhe reconhece, mas sem poder fazer qualquer sombra ao piloto de Águeda.
Classificações do F3DN
| Classificação | Piloto | Clube | Modelo | Motor |
| 1º | Marcelino Tomás | Águeda | Cudal500 | MVVSQ500 |
| 2º | Pedro Quaresma | Coimbra | Viper500 | RossiQ500 |
Classificações do Campeonato Nacional 2004
Se forem ratificados os resultados averbados durante a época competitiva, os campeões nacionais de 2004, serão os seguintes pilotos:
CAMPEÃO NACIONAL DE F3DI - Ricardo Andrade em representação da S. de Aeromodelismo do G.D.C. da Nabância (Tomar).
CAMPEÃO NACIONAL DE F3DN - Marcelino Tomás em representação da S. de Aeromodelismo A.C. de Águeda.
Organização
Uma palavra de apreço para a excelente organização da prova, da responsabilidade dos Aerocalminhas, que impôs um excelente ritmo à competição. O único senão pareceu-me existir num rigor exagerado, talvez até desnecessário e despropositado. Quanto a críticas, é forçoso referir que foi manifesta a intenção do clube organizador em não divulgar a realização da prova, quando em anos anteriores os médias tomarenses eram bombardeados com a informação repetitiva da organização da mesma referente a anos anteriores. O facto de não terem aceite inscrições, para além da data de 22 de Setembro, impedindo pelo menos um aeromodelista de participar, é outra mancha da organização. No campeonato nacional de F3A, realizado em Alcochete, foram aceites inscrições dez minutos antes da prova começar, e em termos logísticos era bem mais complexa do que esta.
Não entendi muito bem o aparato da exposição de variadíssimos modelos (alguns deles para o F3D) que nos foi presenteada pelo clube organizador, mas pareceu-me mais uma provocação gratuita e de mau gosto, que me inibo de comentar. Este foi também o entendimento de outros aeromodelistas presentes, e que se limitaram a sorrir e a encolher os ombros.
Também de péssimo mau gosto, foram as palavras proferidas pelo presidente dos Aerocalminhas, no final da entrega dos prémios, referindo que lamentava o facto de na época anterior o número de competidores ter sido superior, e que o clube de que é presidente, devido ás alterações regulamentares, ter sido obrigado (voluntariamente) a não participar no campeonato nacional deste ano. Também aqui o discurso foi e é sempre previsível. Aquela ladainha ameaçadora de que sem Aerocalminhas, todas as provas são medíocres, e que as várias classes de F3 morrem, se não tiverem a sua presença, está sempre presente.
A presença deste clube é sempre bem vinda, se vier por bem, e se cumprirem com o que é assumido democraticamente por todos, sem qualquer tipo de privilégio. Diga-se a propósito aliás, que este ano foram exemplares, no F3A, em que cada piloto dispunha do seu próprio modelo. Porque teria de ser diferente no F3D? Será o F3D algum parente pobre do aeromodelismo, que terá de ter aspectos regulamentares especiais, para agradar algum clube especialíssimo?
Continuo a pensar que a ausência do Clube de Jovens Aerocalminhas nas competições nacionais deste ano, foram uma questão de teimosia, aliada a um pressentimento de que, sem a sua presença a classe acabaria por morrer, podendo aparecer mais tarde, qual D. Sebastião, para a fazer renascer. Só assim se entende a sua iniciativa de mobilizar clubes que estivessem interessados, em fazer um quadro competitivo paralelo, que fizesse frente, ao calendário competitivo nacional federativo. Apareçam gentes, são sempre bem vindos, mas deixem-se de comportamentos afectados e atitudes ameaçadoras e chantagistas. Só desta forma fazem jus à fama que por direito próprio possuem e granjearam, correndo o risco de a perderem se não arrepiarem caminho e perderem esse mau feitio. Faço ardentes votos, para que esta teimosia injustificada passe, e nos possam acompanhar, no campeonato nacional do próximo ano, para bem do aeromodelismo, e do F3D em particular.