En Français... by Babelfish In English... by Babelfish
Início F3A [Acrobacia com aviões rádiocontrolados] F3B [Planadores térmicos multi-função] F3C [Acrobacia com helicópteros rádiocontrolados] F3D [Corridas de pilares (Pylon Race)] F3F [Planadores de encosta] F4 [Maquetas voadoras] Galeria [Galeria de Fotos e Vídeos] Técnica [Informação e Técnica]
   Contactos   |   Links   |   Agenda   |   Eventos   |   Mapa do site   | Grupos de discussão  | RSS   Share   

Reportagem

Open F3A Zamora II

António Costa

Em relação à prova, que para mim foi a 1ª em Espanha, e não será a última, direi o seguinte:

Panorama do F3A em Espanha e em Portugal

Constatação de parecenças e diferenças, no Panorama do F3A em Espanha e em Portugal:

Diria que ao nível do factor qualidade de pilotos estaremos equiparados em F3A. O mesmo não se podendo dizer no F3A(b) (nosso "F3A-Nacional") onde não foi ninguém de Portugal e por isso não pode ser avaliado (10 participantes todos espanhóis). Teremos obviamente de incentivar os nossos a ir. Há muito trabalho da nossa parte, a fazer, ao nível do incentivo das pessoas. Há que efectivamente aproximar as pessoas e não fazer do F3A, uma redoma só de alguns.

Ao nível da quantidade de pilotos, no F3A-FAI (14 no total: 10 espanhóis e 4 portugueses), a proporção reflecte a diferença populacional, entre os dois países.

Para mim, a diferenciação está no aspecto organizativo e de infraestruturas. Espanha tem 7 provas de F3A ao longo de 1 ano, enquanto Portugal, tem apenas 2. As infraestruturas, pelo menos as de Zamora, são francamente boas e acima da média do que normalmente encontramos em Portugal. A qualidade organizativa, pareceu-me mais "profissionalizada". 5 juízes em vez de 3; não houve mudança de Juízes ao longo da prova; mais gente na organização e controlo da prova, com funções mais distribuídas, incentivos com Prémios monetários para os 3 primeiros, etc. Penso que em Portugal poderemos melhorar estes aspectos, pois há muito boa gente com capacidade para ajudar. Terão é de ser incentivados a aproximarem-se e não a sentirem-se excluídos.

Análise dos principais participantes espanhóis

Todos no podium - 9.8 kb
Todos no podium
 
Muita gente jovem, cheia de talento e bem apoiados a nível de "treinadores"/"callers". Modelos e motores apropriados para as provas em questão.

Juan Rombault foi digno vencedor com um "Vertigo" eléctrico com motor Hacker C50-14XL, ESC Hacker Master 90-Acro, Hélice APC 20"x13" e baterias ThunderPower 6000, demonstrando talento, simpatia, já muitas horas de voo e treino acompanhado pelo pai, o simpático e também experiente piloto Cristobal Rombault, que ficou em 4º lugar, valendo-lhe essa mesma experiência. Pontuação 1ª manga: 1524 pts e 2ª manga 1644 pts.

Ferran Martin, actual campeão de Espanha, quedou-se pelo 3º lugar, demonstrando também um grande nível, embora talvez tenha sido penalizado em algumas figuras saídas em demasia da caixa de voo. Com o modelo mais bonito da prova, um "Vertigo" de "Anguera-Hobbies" muito bem decorado com o motor YS160DZ de grande potência, não deixou no entanto um digno vencido. Pontuação 1ª manga: 1498 pts e 2ª manga 1538 pts.

Cristobal Rombault, experiente piloto, muito conhecido, com muitas horas de voo e muitas provas nacionais e internacionais (Campeonatos do Mundo são já 9), ficou em 4º lugar. Sempre disponível e afável com toda a gente, com os mais conhecidos e com os desconhecidos, como eu por exemplo, que assim que cheguei ao campo a primeira pessoa que veio ter comigo apresentar-se e cumprimentar-me foi ele, num gesto de grande simpatia e abertura. Um verdadeiro "gentleman", digno de "Campeão" em toda a plenitude da palavra. Pontuação 1ª manga: 1380 pts e 2ª manga 1531 pts.

Jonathan Girabel, de Granada, ficou em 5º lugar, com um Eclipse com motor OS140RX, muito bonito por sinal. Demonstrou bom nível de voo e equilíbrio nas 2 mangas disputadas. Pontuação 1ª manga: 1179 pts e 2ª manga 1243 pts.

Em 7º lugar ficou José Gutierrez, com um avião AXIS200, de uma geração mais antiga que os actuais, mas que não deixou de impressionar pela qualidade de voo que conseguia. Pontuação 1ª manga: 1143 pts e 2ª manga 1245 pts.

Javier Castano, simpatiquíssimo colega, nosso conhecido das Taças de Portugal deste ano e do ano passado em Portugal, ficou em 8º lugar, com o seu Lazulite com um motor OS140RX muito bem afinado e debitando uma grande potência. Pontuação 1ª manga: 1117 pts e 2ª manga 1247 pts.

Em relação aos restantes concorrentes espanhóis temos em 10º Juan Sanchez Martin (1ª manga: 963 pts e 2ª manga 1115 pts), em 11º Wifredo Alonso (1ª manga: 1014 pts e 2ª manga 992 pts), em 12ª Jesus Molina (1ª manga: 911 pts e 2ª manga 1094 pts), e em 13ª Celestino Santamaria (1ª manga: 778 pts e 2ª manga 830 pts).

Análise dos participantes Portugueses

Podium F3A-FAI - 12.8 kb
Podium F3A-FAI
 
Num digno 2º lugar ficou o nosso campeão Nacional Bruno Heleno, com modelo Lazulite e motor YS1409DZ, voando bem em geral, tendo no entanto cometido numa ou noutra figura, em ambas as mangas, alguns erros de palmatória que não foram perdoados pelos juízes. Pontuação: 1ª manga 1514 pts e 2ª manga 1576 pts.

Em 6º lugar Hélder Cabeça, já com alguma experiência internacional, obtendo na 1ª manga (1177 pts), mas recuperando um pouco na 2ª (1243 pts). Ficou a uns escassos 2 pontos do 5º da geral - Jonathan Girabel.

Em 9º lugar António Costa, 1ª prova internacional, muito nervoso na 1ª manga - 878 pts, estragando assim a sua pontuação final. Na 2ª manga, já mais calmo, conseguiu 1274 pts - 5º melhor desta manga. Modelo eléctrico Impact da Composite-ARF com motor Hacker C50-14XL e ESC Hacker Master 77 Opto, Hélice APC 22"x12" e baterias ThunderPower 6000.

Em 14º lugar o nosso amigo Rui Ferreira, o mais internacional do Portugueses, azarado desta vez, com 1142pts na 1ª manga e 138 pts na 2ª, onde lhe saltou em voo a "canopy" do modelo, sendo forçado a aterrar anulando praticamente todo o resto da manga e não tendo hipótese de ajustar o seu lugar na classificação final de acordo com o nível a que nos tem habituado.

De salientar também o elevado nº de participantes no total (24), que levou a prever a realização de 3 mangas em vez das 4 habituais.

Pena as condições climatéricas não terem podido proporcionar voos no Domingo, uma vez que estava baixo o tecto de nuvens, quedando-se assim a prova por 2 mangas apenas, em vez das 3 previstas.